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Munícipes de Angra novamente surpreendidos com corte de árvores PDF Imprimir e-mail
30-Abr-2012
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A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo continua a ignorar a sensibilidade dos seus munícipes e a servir-se da mobilidade como justificação para continuar o abate sistemático de árvores, descaraterizando, dessa forma, a própria cidade património mundial.

As árvores são os depuradores naturais de uma cidade, não são um mero acessório estético. A autarquia, ao optar pelo abate de árvores históricas, abate a memória coletiva dos munícipes e o 'pulmão' da urbe.

As informações, recentemente publicadas, acerca do abate sistemático de árvores, em Angra do Heroísmo, vem confirmar o que foi afirmado pelo grupo de trabalho autárquico da Comissão Coordenadora da ilha Terceira do BE/Açores, em Julho do ano passado, aquando do abate das árvores, na Av. Ten. Cor. José Agostinho, na qual, no final das obras, não foram repostas as árvores num dos passeios, enquanto que no outro passeio não abriram espaços, considerados mínimos para a replantação.

 Existem alternativas que salvaguardam a maior parte das árvores que caraterizam a paisagem da cidade e que asseguram a mobilidade dos peões. Por exemplo: as árvores que são plantadas próximas dos passeios, deverão ser rodeadas por um anel circular com uma dimensão mínima de 1 metro ao redor da árvore e que deverá estar livre de calçada.

Perante uma política de abate sistemático e de replantações de futuro duvidoso, pelo tipo de árvores escolhidas e pela forma como são plantadas, nada nos garante que este sacrifício não será em vão, quando daqui por uns anos nos viermos a deparar com nova calçada levantada.

O abate de muitas das árvores poderia ter sido evitado. Voltamos a afirmar que a poda das raízes, a maior dimensão das caldeiras e a utilização de barreiras mecânicas para redirecionar o crescimento das raízes poderia salvar muitas árvores. Além do mais, em alguns casos, seria possível recorrer ao transplante.

Podemos ter uma cidade com árvores nas nossas ruas com variedades e crescimentos diferentes, tais como: jacarandá  ,acer,  prunus, malus. No caso das ruas com espaço e avenidas poder-se-ia optar por: tilia, magnólia, ginko bilosa,etc.

A escolha das novas árvores e a forma como estão a ser plantadas tem levantado dúvidas. Por isso, desafiamos a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo a discutir publicamente o plano de arborização da cidade.

Questionamos a autarquia sobre as razões que levaram ao abate sistemático e quase, em simultâneo, num período inferior a um ano.

Desafiamos a autarquia a divulgar o custo desta operação de abate sistemático e replantação com planeamento desconhecido.

Perante uma autarquia que não tem em conta as vontades dos munícipes, então perguntamos o que será a seguir, onde será o próximo ataque. Perguntamos será que estas árvores não têm tempo nem histórias para contar?

 
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